Como achar os livros raros de biblioteconomia

43568-O3RTIBOlá, tenho certeza que você já passou pela situação de precisar/ querer um livro da área e não encontrar pois ele esgotou. Sim, isso é muito comum. Nossa área publica pouco e esse pouco é impresso em poucas unidades.

Isso tem como consequência um acumulo de xerox! Pois precisamos da informação de qualquer jeito. Lembro que na época da faculdade precisei de um livro do Lancaster “Avaliação de bibliotecas” e na própria biblioteca da universidade eles só tinham uma xerox!

Temos 3 editoras mais famosas que mantém um monopólio das publicações:

Editora Briquet de Lemos que a anos adotou a política de não reemprimir livros, apenas publicar novas edições (o que complica a vida se o autor tiver morrido ou simplesmente não quiser editar). Recentemente adorou a política de só lançar livros digitais.

Editora Thesaurus Há um tempo não lança coisas novas em biblioteconomia. Eles também revendem livros da Briquet.

Editora Interciência   que atualmente é a que mais publica. Ela tem uma loja física que dá desconto pagando a vista (:

R Hermengarda, 560 – Meier – Rio de Janeiro, RJ – Cep: 20710-010 – Telefone: (21) 2221-5065

Mesmo sabendo onde ir, é capaz de você não achar o livro desejado. E aí o que fazer? 

Estante Virtual se tornou a minha solução. A Estante Virtual nasceu em 2005 da ideia de reunir, em um só lugar, os livros de sebos de todo país. Lá você encontra mais de doze milhões de livros seminovos, novos e usados, com acesso rápido e fácil a 1.300 livreiros de todo o país. E também uma pessoa física pode vender seus livros lá. 

Mas e se você procurar na estante virtual e não achar também?

Aí está o pulo do gato. 

Existe um mecanismo de rastreio no Estante Virtual chamado “Encontre pra mim” onde você cadastra o livro que quer e assim que um sebo/livreiro cadastrar esse livro você recebe essa informação por e-mail. Não é ótimo? 

Claro que se você precisar para uma emergência isso pode não te atender, e aí é melhor você buscar uma biblioteca, a versão digital do livro ou com um amigo. Mas se é um livro que você quer ter a edição física, essa busca acaba sendo a solução ideal.

Passo a passo de como cadastrar sua busca:

1° Passo é criar uma conta de usuário e estar logado. Desça a página inicial toda e vá nesse link “Encontre pra mim” (Escondido né?)

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2° Em cadastrar novas buscas coloque o seu livro desejado:

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3° Passo: Aguarde. É só isso mesmo. Essas são as minhas buscas cadastradas. Quem tiver um desses preciosos e quiser me vender (ou quem sabe me dar né?) aceito 😀 

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Lindo e maravilho entretanto não é 100% confiável. 

Algumas vezes, buscas que cadastrei não foram rastreadas por que o anunciante escreveu algo errado, ou não cadastrou na categoria certa. Muito comum eles cadastrarem nossos livros em Administração. Sendo assim pelo menos 1 vez por semana procuro manualmente os livros que quero e às vezes acho um perdido por lá. Porém essa estratégia do rastreio funciona e vale a pena!

Alguns livros que consegui comprar utilizando esse método do Estante Virtual:

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Alguns livros, quando o livreiro sabe que é raro  acabam ficando muito salgados….. aí vai da sua real vontade/necessidade de ter aquele livro em mãos. Contudo é ótimo quando o livreiro não tem noção do valor do livro e você pega uma raridade por uma micharia 😀 

Durante a faculdade eu comprei alguns livros, mas depois que comecei a estudar para concursos tive que comprar muitos outros. Primeiro por que tem livros obrigatórios que caem em todos os concursos. Segundo por que eu gosto do papel e do livro bonitinho. Como minha condições financeiras não eram nem tranquilas nem favoráveis, tirei foi xerox de tudo o que achava importante antes de acabar a faculdade. Fiquei com uma biblioteca de xerox. (Que é um saco de guardar, ocupa muito espaço). 

Depois que comecei o blog e a analisar questões, até começar a produzir material para comercialização e os cursos preparatórios ter os livros fisicamente passou de desejo e realização pessoal para obrigação e realização profissional. Eu preciso ter o livro 90% das vezes quando resolvo uma questão/ monto um material, para achar a página, referência etc. 

Ter TODOS os livros é meio impossível, mas estou tentando adquirir os mais importantes e – principalmente – os que vejo que mais caem em concursos. 

Estou tentando também me livrar das xeroxs que tinha, comprando os livros. Já consegui passar pra frente muita coisa agora só falta esses aí:

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Acredite eram umas 10x mais rs 

Importante frisar que é importante comprar os livros para valorizar nossa área e os autores. Xerox quebra galho mas nada se compara ao livro e seu impacto direto/ indireto no ciclo econômico. 

 

Dica vinda dos comentários: O site Ebah no endereçohttp://www.ebah.com.br/ é uma rede de compartilhamento de livros inteiros, capítulos de livros e outros materiais acadêmicos. Existem muitos livros da área da Ciência da informação. Esgotados ou difíceis de encontrar e esse site oferece.

 

Espero que você tenha gostado das dicas e que seja útil. 

Ranganathan não faz milagre, estudar sim!

Thalita Gama

Disponível para venda: Apostila de Exercícios Comentados da Marinha

Olá, sei demorei um pouco a lançar essa apostila, acontece que ela é enorme, com muitas questões que deram um trabalhão pra fazer!! Mas valeu a pena e ela está bonita e completa! 

A apostila tem 90 páginas e 208 questões divididas por assunto, todas questões retiradas das provas de 2004, 2005, 2012 e 2014 da Marinha. Todas estão comentadas, o que dá uma ajuda e tanto para uma revisão e economiza o seu tempo de estudo (que eu tenho certeza que é pouco). 

A prova da Marinha já é agora em 26/06 e vai ser muito concorrida. Invista na sua preparação!

Estudar com as questões em blocos de assuntos otimiza muito a forma de aprendizado. Como a prova da Marinha SÓ CAI BIBLIOTECONOMIA, é essencial que você chegue na prova afiado 😉 

Custo da apostila R$ 60,00

Receba as instruções de como adquirir a apostila mandando um e-mail para: santabiblioteconomia@gmail.com

  • Lembrando: É um produto online, enviado por e-mail!

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Ranganathan não faz milagre, estudar sim!

Thalita Gama

Edital Aberto: UTFPR

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Concurso UTFPR – 3 vagas para Bibliotecário-documentalista nos campus Francisco Beltrão, Pato Branco, Ponta Grossa

Valor da inscrição: R$ 92,00 

A inscrição deverá ser efetuada pela Internet, no endereço eletrônico http://www.utfpr.edu.br/concursos, das 08h do dia 19 de março de 2016 às 20h do dia 17 de abril de 2016

As provas serão elaboradas com 40 (quarenta) questões, sendo 10 (dez) de Língua Portuguesa, 10 (dez) de Raciocínio Lógico e Quantitativo e 20 (vinte) de Conhecimentos Específicos, todas de caráter classificatório e eliminatório.

Salário R$ 3.666  + R$ 458,00  de vale alimentação (Lembrando que a instituições de ensino superior tem um plano de carreira muito interessante. Por exemplo com pós o aumento em cima do salário base é de 30%, mestrado 52% e doutorado 75%, além de outras formas de evoluir na carreira.)

Data da prova: 15/05/2016

Confira o edital completo AQUI

 

Ranganathan não faz milagre, estudar sim!

Thalita Gama

 

 

“Quanto tempo demora até a aprovação?”

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Essa sem dúvidas é a pergunta que mais escuto nas aulas que ministro e também uma das que mais recebo por e-mail. Quando conto minha história de aprovações e o caminho que tive que percorrer para chegar até o dia da posse, muitos acham que o ponto mais importante é o tempo que demorei ou melhor, a rapidez de se chegar a essa conquista.

Vou  abordar  de forma prática a trajetória da maioria dos concurseiros:

  1. Começa a estudar sem rumo, sem material só com a motivação de “Ser aprovado”.

  2. Perde um bom tempo até achar a melhor forma de estudo e as melhores ferramentas.

  3. Quando começa a se sentir confiante faz um concurso e não se sai bem, ficando desanimado.

  4. Depois de um tempo volta a se animar para os concurso e percebe que o caminho é a persistência.

  5. Segue fazendo concursos, em alguns é aprovado mas ainda no fim da fila.

  6. A incerteza se é capaz, o medo de não conseguir e a angustia por abrir mão de tantas coisas para estudar são pressões constantes.

  7. Começa a passar mais próximo ao número de vagas.

  8. Fica feliz por estar melhorando o desempenho, mas ao mesmo tempo muito chateado de não ter ido bem o suficiente para ser aprovado.

  9. Está muito motivado e confiante que após esse período de dedicação e bolas na trave. Sente que está chegando sua hora.

  10. Chega o dia que o eclipse acontece: seu conhecimento é o suficiente, sua auto-estima está alta, as questões difíceis e os concorrentes não te abalam, resumindo é um dia iluminado e FINALMENTE você passa no número de vagas.

Esse ciclo aí de cima pode acontecer em 6 meses, em 1 ano, 2, 3 não tem como afirmar. Cada trajetória é diferente, apesar de muito parecida. O que influi?

  • Enquanto uns só estudam, outros trabalham e estudam, enquanto outros ainda trabalham, estudam e cuidam da casa/filhos.

  • Enquanto uns tem apoio financeiro e emocional, outros tem que lutar contra tudo e todos.

  • Enquanto uns  tiveram uma boa base desde a escola de matérias básicas como português, inglês e matemática, outros não tiveram essa sorte e precisam correr atrás dessas deficiências.

  • Enquanto uns conseguiram de fato estudar e aprender na faculdade outros pelos mais diversos motivos praticamente só “pegaram o diploma”

  • Enquanto uns conseguem se manter motivados e animados, outros se decepcionam nas primeiras reprovações e assumem uma postura de: “concurso é muito difícil, não é pra mim”

  • Enquanto uns conseguem observar os obstáculos exatamente como eles são, obstáculos, outros enxergam como um muro intransponível.

  • Enquanto uns resolveram fazer concurso em época de vacas gordas (muitas vagas e editais abertos) outros enfrentam uma época de poucas vagas e editais. 

Acredito que TODO MUNDO passa por uma das dificuldades acima, em maior ou menor grau. Isso não te torna melhor ou pior do que ninguém. Apesar te coloca em uma situação onde o seu sucesso pode demorar mais do que o do seu amigo.

Eu sei o que você está pensando, “Mas eu conheço gente que NEM ESTUDOU e passou em tal concurso” ou então “Fulana estudou 3 meses e passou”. Essas pessoas realmente existem, elas deixam a impressão que se esforçaram menos, ou que tiveram sorte. Na minha opinião é uma junção de fatores. Quem sabe nessa listinha que eu coloquei acima, ela não estava nos lados com melhores condições? Não acredito que alguém passe em concursos sem estudar. Ela pode não ter estudado para AQUELA prova, mas em algum momento na vida ela estudou, na escola, na faculdade enfim ela teve acesso aquele conhecimento e de uma forma ou de outra assimilou. E para quem passou com pouco tempo de estudo, mantenho a afirmativa de que a bagagem contribui, claro que fica a admiração, pela determinação e foco, mas não trate essa exceção como regra. Isso não acontece na maioria dos casos. E o principal, não fique se comparando.

Você pode estar pensando ainda “Tem o caso da Ciclana que estuda a ANOS e não passa….”.  Bom, não sabemos  a realidade da Ciclana, seus problemas, os leões que ela mata por dia e nem sua real inclinação em passar num concurso. Sim,pois muitas pessoas falam que estudam como se fosse um status “sou concurseiro” sendo que na verdade estão se iludindo. Não investem na preparação, não organizam seu tempo, só ficam se lamentando pelos cantos.

O que vejo é o seguinte: quem estuda passa, pode demorar um pouco ou muito, mas chega a sua hora. Não perca tempo se comparando, nem choramingando o tempo que passou, os pontos que você não fez, ou o que quer que seja. A vida é difícil para 99% das pessoas por vários motivos! Se você conhece uma pessoa que se encaixa no 1% não desperdice sua energia pensando que poderia ser você ou que o mundo é injusto (isso já sabemos). Encare a sua realidade, seus problemas e procure contorná-los. Busque estar perto de colegas que estejam nessa “vibe” de estudo para que se forme um ciclo de motivação. Ninguém conquista nada sozinho, mesmo num concurso que pode parecer o teste mais individual do mundo, no momento da prova tudo o que te importa, te motiva a ir bem e dar seu melhor. 

Então quando me perguntam “quanto tempo demora até a aprovação” eu só posso responder: Depende de muitos fatores, tomara que pra você seja rápido 🙂

 

 

Ranganathan não faz milagre, estudar sim!

Thalita Gama

Visões do Serviço de Referência: Figueiredo x Grogan

24131-NV2MGNÉ notório que o autor mais cobrado nos concursos na matéria serviço de referência é o Grogan com seu livro “A prática do serviço de referência”. Porém já vi várias questões cobrando conhecimento sobre a teoria da Nice de Figueiredo. Algumas bancas gostam de confundir os 2 processos de referência mais famosos da nossa área, fique atento: 

PROCESSOS DE REFERÊNCIA:

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GROGAN

1.       Análise da mensagem;

1.       Problema;

2.       Negociação da questão de referência;

2.       Necessidade de informação;

3.       Estratégia de busca;

3.       Questão inicial;

4.       Busca;

4.       Questão negociada;

5.       Análise da resposta;

5.       Estratégia de busca;

6.       Renegociação.

6.       Processo de busca;

 

7.       Resposta; e

 

8.       Solução.

 

Dica sobre a Figueiredo:  A negociação da questão da referência pode ser retomado na sexta etapa, caso o resultado alcançado não satisfaça às necessidades do usuário, por meio de procedimento denominado ENTREVISTA DE REFERÊNCIA.

Fonte: Cesgranrio – Petrobras – 2010

Para conhecer mais indico esse slide AQUI

Aprofundando os conceitos do Grogan:

Problema: o processo geralmente se inicia com um problema que atrai a atenção de um usuáriopotencial da biblioteca.

“Ninguém é imune a problemas, e, assim, teoricamente, todo ser humano é um iniciador potencial do processo de referência. A fonte do problema pode ser externa ou interna. Um problema externo decorre do contexto social ou pelo menos situacional do indivíduo: um problema interno é de origem psicológica ou cognitiva, surgindo na mente da pessoa.

Muitos problemas humanos, contudo, não são suscetíveis de encontrar sua solução por meio da informação: isso é o que provavelmente se dá no caso da maioria dos problemas ques urgem no curso de nossa vida cotidiana. Uma grande proporção dos outros problemas que provavelmente seriam suscetíveis de solução, não é reconhecida como tal pelas pessoas a quem afligem” (GROGAN, 1995).

Necessidade de informação: “mas os usuários prováveis que julgam que, para lidar com o problema que lhes diz respeito, precisam conhecer alguma coisa, avançaram para a segunda etapa da caminhada rumo a uma solução. Nesse ponto, talvez sua necessidade de informação seja vaga e imprecisa.ainda que não necessariamente.

Provavelmente, porém, ainda não estará nem formada e certamente nem expressa; trata-se daquilo que Robert S. Taylor denominou uma necessidade “visceral”. Essa necessidade, de fato, talvez não surja de um problema realmente ‘concreto’. A motivação pode simplesmente estar no desejo de conhecer e compreender, ou até mesmo numa ‘mera’ curiosidade, embora não devamos esquecer o que disse o Dr. Johnson: “A curiosidade é uma das características permanentes e incontestáveis de um intelecto vivaz.” A premência da necessidade também pode variar desde ‘seria bom saber’ até ‘não posso ir adiante enquanto não descobrir’. As raízes do comportamento de quem busca informação ainda são bastante desconhecidas.

No entanto, várias teorias interessantes, apoiadas em pesquisas no campo da psicologia do conhecimento, surgiram na bibliografia de biblioteconomia e ciência da informação nos últimos anos, desde o trabalho clássico de Taylor na década de 1960” (GROGAN, 1995).

Questão inicial: avaliação das fontes disponíveis para verificar se estão de acordo com as expectativas de informação – corrente ou retrospectiva – apontadas pelo usuário ao indicar o problema e delimitar sua necessidade de informação.

“Uma das maneiras mais importantes pelas quais os seres humanos adquirem conhecimento é fazendo perguntas, e, se o usuário potencial decide perguntar a alguém, torna-se necessário obviamente dar à pergunta uma forma intelectual mais nítida, descrevê-la com palavras, e formulá-la como uma questão.

E aqueles que desejarem procurar por si mesmos talvez precisem formalizar ainda mais o enunciado, decidindo- se quanto às palavras exatas sobas quais farão suas buscas. Até agora todo o processo disse respeito exclusivamente à pessoa que está às voltas como problema. A comunicação que ocorreu foi do tipo que os psicólogos chamam intrapessoal,envolvendo uma espécie de ensaio mental na antecipação do esperado encontro interpessoal, o momento em que a pessoa apresenta sua questão a outrem.

Inúmeros estudos demonstraram que comparativamente poucas pessoas pensam na biblioteca quando precisam de informação,e um número ainda menor recorre ao bibliotecário. Porém, se alguém que busca informação realmente pedir ajuda ao bibliotecário, toda essa atividade torna-se então o processo de referência, com os passos dados pelo usuário compreendendo a primeira fase, e sendo a segunda uma empreitada conjunta com o bibliotecário” (GROGAN, 1995).

Questão negociada: comparação da questão inicial, enunciada pelo usuário, com a maneira como as informações são organizadas na biblioteca, levando, às vezes, à redefinição, para permitir um cotejo mais adequado com a terminologia e a estrutura das fontes a serem consultadas.

“Embora os bibliotecários de referência não possam ingressar no processo de referências e não depois de receberem as questões apresentadas pelos consulentes, eles se interessam inexoravelmente tanto por suas fases quanto por todas suas etapas. O sucesso final depende de que cada um dos passos que constituem a primeira fase seja executado corretamente, e muitas vezes é necessário que os bibliotecários refaçam com os consulentes os primeiros passos que estes deram por sua própria conta.

A questão inicial formulada pelo consulente pode às vezes exigir maiores esclarecimentos ou ajustes, para se ter certeza de que corresponde de forma mais precisa à necessidade de informação subjacente.

A questão, em seguida, é comparada com a maneira como as informações são geralmente organizadas na biblioteca e, mais particularmente, nas fontes de informação específicas existentes em seu acervo ou em outros lugares. Tal comparação revela com freqüência que a questão exige uma certa redefinição ou reformulação de modo a permitir um cotejo mais adequado com a terminologia e a estrutura das fontes de informação a serem consultadas” (GROGAN, 1995).

Estratégia de busca: escolha e definição dos vários caminhos possíveis de pesquisa, que podem ser por categoria, fonte ou ponto de acesso mais promissor, conforme as expectativas de resultado delineadas pelo usuário na formulação da questão inicial.

“Antes de a questão, do modo como foi finalmente negociada, ser levada ao acervo de informações, impõem-se duas decisões técnicas: como o acervo de informações, seja ele local ou remoto, será consultado? E quais de suas partes serão consultadas e em que ordem? A primeira dessas decisões diz respeito em grande parte a uma análise minuciosa do tema da questão, identificando seus conceitos e suas relações, e, em seguida, traduzindo-os para um enunciado de busca apropriado na linguagem de acesso do acervo de informações.

Neste ponto, freqüentemente o consulente pode prestar uma grande ajuda ao bibliotecário. A segunda decisão implica escolher entre vários caminhos possíveis. O êxito dependerá do conhecimento intimo das várias fontes de informação disponíveis para pesquisa, experiência em sua utilização e aquela intuição que todos os bibliotecários de referência reconhecem e que tem sido tão comentada, mas que ninguém consegue explicar.

Trata-se geralmente de uma escolha que passa por três etapas: primeiro, seleciona-se a categoria da fonte, depois a fonte específica dentro dessa categoria, e finalmente os pontos de acesso específicos dentro dessa fonte. E, evidentemente, se isso não der resultado, faz-se outra escolha apropriada, que poderá ser a categoria, fonte ou ponto de acesso mais promissor que venha em seguida.

Trata-se de decisões que se situam quase por completo na esfera de ação do bibliotecário— e, conforme já foi sugerido, às vezes são tomadas no nível do subconsciente—, porém tudo pode ser feito com freqüência de modo mais eficaz com uma rápida busca preliminar para reconhecimento do terreno” (GROGAN, 1995)
Processo de busca:  busca flexível o suficiente para comportar mudanças de curso na pesquisa, independente da expectativa delineada na questão inicial, em face da redução, ampliação ou redefinição dessa questão no andamento da pesquisa.

“A realização da busca no acervo de informações geralmente compete ao bibliotecário,embora haja quem goste de ter o consulente à mão, pronto para oferecer uma reação imediata àquilo que a busca revela.As buscas mais eficazes são aquelas em que a estratégia de busca é suficientemente flexível para comportar uma mudança de curso, caso assim o indique o andamento da busca. Um bibliotecário bem preparado terá estratégias alternativas prontas,caso venham a ser necessárias: de novo, a presença do consulente facilita essas alterações de rumo. Os puristas alegariam que isso é tática e não estratégia, mas, como muitas das principais fontes de informação são deficientes em termos de estrutura lógica ou coerência interna, a maleabilidade passa a ser um atributo conveniente do bibliotecário de referência” GROGAN, 1995).

Resposta: exame das possibilidades de uso da informação solicitada, de modo a garantir sua qualidade e possibilidades de uso, como resposta e solução, reduzindo ou inviabilizando erros na escolha da estratégia e no processo de busca.

“Na maioria dos casos, o bibliotecário criterioso e experiente encontrará uma ‘resposta’,porém isso não constitui absolutamente o fim do processo. O que o bibliotecário tem em mãos nessa etapa é simplesmente o resultado da busca. Se esta tiver sido executada de maneira correta, esse resultado coincidirá, em geral, com o enunciado de busca, modificado taticamente. porém será preciso ter certeza disso.Às vezes a busca pode resultar infrutífera:isso também será uma ‘resposta’, mas raramente será agradável apresentá-la assim de forma nua e crua ao consulente”(GROGAN, 1995).

Solução: “uma ‘resposta’ é somente uma solução potencial em alguns casos, quando não há dúvida alguma na mente do bibliotecário quanto à sua adequação ao propósito do consulente,ela é suficiente em sua forma despojada. Freqüentemente, porém, toma-se necessário um certo grau de elucidação ou explicação para que se tenha uma solução completa. Também é de boa prática o bibliotecário e o consulente avaliarem juntos o ‘produto’ da pesquisa, e que ambos o aprovem antes de chegar de comum acordo à conclusão de que o processo foi concluído (GROGAN,1995)

 

Ranganathan não faz milagre, estudar sim!

Thalita Gama

Chamada: Preparatório Santa Biblioteconomia em São Paulo – Foco TRF

12512699_1045761892157015_3274423253681679024_nAlô São Paulo tô voltando!

Depois da ótima recepção que tive e do Intensivo para a Prefeitura de São Paulo ter tido as vagas ESGOTADAS, eu preciso voltar à terra da garoa e dar mais aulas aí! Dia 12 de março vai acontecer um aulão cheio de dicas para a prova do TRF 3° região!

Estão preparados? Então vamos!

Quando?  12 de março 2016 de 9h às 18h

Onde?  Ação Educativa, Assessoria, Pesquisa e Informação. Rua General Jardim, 660 – Vila Buarque 01223-010 São Paulo – SP

Como será?   O curso vai abordar as matérias específicas  de biblioteconomia do edital, trabalho dando uma revisada nos conteúdos, apontado os tópicos principais que mais são cobrados,dicas e depois vocês trabalham algumas questões para fixar, sempre comento as questões baseada na literatura da área. Estou  no processo de montagem da apostila da aula, que será feita baseada nas provas da banca organizadora do concurso FCC e sempre com dicas e resumos esquematizados das matérias de biblioteconomia. São 8h de curso no total e a apostila será entregue no dia. 

PARA SE INSCREVER: Basta depositar o valor de R$250,00 para:

Thalita Oliveira da Silva Gama – Banco do Brasil

Agência: 3111-9

Conta Corrente: 22.925-3

Envie o comprovante escaneado ou uma foto NÍTIDA para: santabiblioteconomia@gmail.com 

Aguarde a confirmação da inscrição e preencha a ficha que será encaminhada. Pronto sua vaga está garantida!

> Se você é ex-aluno (Participou do curso da prefeitura de SP) você tem desconto! Mande seu nome completo junto com o depósito no valor de R$200,00  e avise no e-mail que é ex-aluno.

As inscrições da turma vão até: 10 de março . Ou até que a turma lote, lembrando que são 40 vagas!

Dúvidas por favor mande um e-mail: santabiblioteconomia@gmail.com

 

Aprendendo com quem sabe: Jorge Cativo

thalitaHoje temos uma entrevista com um cara muito especial: Jorge Cativo! Um bibliotecário  que mora em Manaus e tem uma história super bacana e inspiradora! Tive o prazer de conhece-lo no último CBBD, e tenho certeza que vocês vão gostar muito do que ele tem para compartilhar!

Pra começar: Como você se interessou pela faculdade de biblioteconomia? E como foi sua trajetória na universidade ?

Minha trajetória na Biblioteconomia pode ser dividida em dois capítulos:

Primeiro capítulo

Influenciado por ter começado a estudar informática a partir dos 12 anos e as consequências e escolhas vindas disso: entrar no mercado de trabalho informal, fazer um nível médio técnico aprendendo mais sobre redes, programação, manutenção, internet; ou informação, as bibliotecas e uma visão além, houve um dia em que chegou a hora de decidir uma profissão e um curso superior na graduação para cursar e formar.

Atuando com informática desde cedo, achei que a escolha seria Ciência da Computação e não a Biblioteconomia. Apenas achei. Eu estava enganado.

Embora também gostasse de livros, de leitura e fosse neto de um poeta e autor sempre lembrado da letra do hino do Amazonas – Jorge Tufic – que sempre despertava em mim um orgulho imensurável e um sentimento de que bibliotecas eram especiais e significativas simplesmente por reunir suas obras – ele tem até biblioteca no nome dele – minha escolha foi primeiro pela Informática.

Por ironia do destino, seria aprovado primeiro em Biblioteconomia e não em Ciência da Computação ao fazer vestibular e escolher minhas prioridades nas opções de curso. O ano era 2001, fiz dois períodos do curso de Biblio, mas no ano seguinte ao prestar novo vestibular, outra vez para Ciência da Computação, fui aprovado em duas instituições.

Veio uma enorme pressão da família e dos amigos e a primeira decisão importante na vida deveria ser tomada. Com ela, considerem o fim de uma fase e do primeiro capítulo sobre a Biblioteconomia na minha vida. Deixar ou não o curso de Biblioteconomia e fazer Informática?

Optei pela Ciência da Computação e quando formado, depois de ter inúmeros empregos na iniciativa privada, sentia uma infelicidade interior se unido aos baixos salários e a um grande número de profissionais burocratas que faziam da profissão, algo que definitivamente não precisava ser ou fazer atuando!

Sentia que algo lá dentro parecia dizer:

– Volte a fazer Biblioteconomia Jorge. Você é feliz trabalhando com informática? Por que não voltar e concluir o curso de Biblio?

Segundo Capítulo

Oito anos depois e inúmeras experiências com a informática como profissão, o ano de 2009 acabava e decidi voltar. Faria o Enem, iria voltar ao curso e dessa vez, concluí-lo. Eu queria aquilo e embora ninguém entendesse o porquê da escolha, ali estava eu, aprovado e de volta ao Curso de Biblioteconomia da UFAM em 2010.

Aproveitamento de disciplinas já cursadas realizado com sucesso, iniciei o curso a partir do terceiro período. Detalhe: durante a espera do aproveitamento, ainda cursando as disciplinas como calouro, conheci a mulher, aluna do curso e hoje Bibliotecária também concursada, com quem casei e hoje é minha esposa e também um presente de Deus vinda por intermédio da Biblioteconomia: Edinara Cativo.

Ao voltar para o curso, imaginem que minha mentalidade sobre o papel e a importância da universidade era outro, precisava aprender além, não me limitar ao ensino, participar de atividades de pesquisa e extensão, desenvolver atividades práticas, conhecer e me deparar com pessoas que outrora estudei e hoje eram profissionais … Minha percepção havia sido literalmente modificada.

Outro marco que recordo foi ter presenciado em meu regresso, praticamente todos os profissionais da turma do ano de 2001 atuando, bem empregados e consequentemente bem sucedidos, imaginei. Alguns na docência, na chefia de bibliotecas em instituições públicas e outros nas muitas instituições com bibliotecas de Manaus.

A união daquilo tudo me fazia assistir aulas com uma sensação de também poder chegar lá: aulas eram gravadas, frequentava diariamente a biblioteca, muita leitura, tempo dedicado na criação de mapas mentais, reunião de fontes, fins de semana com estudos em grupos com alguns amigos, elaboração de resumos, resenhas e a decisão por opção de andar com pessoas com objetivos e propósitos comuns aos meus no curso.

Nada de perder tempo. Afinal, o foco era ter meu diploma reconhecido pelo MEC e uma preparação adequada para prestar concursos públicos.

Alguns aliados ajudaram bastante e devem ser lembrados: conheci e aprendi muito com os mantras e as técnicas de estudo e realização de provas de um juiz federal chamado Willian Douglas – conhecido como guru dos concursos. Li todos os seus livros. Comprei materiais e livros publicados do grande parceiro Gustavo Henn. Sou fã de Thalita Gama e sua iniciativa de ministrar aulas preparatórias para concursos. Acreditem: não há dinheiro que pague poder fazer um curso desses.

Enfim, sentia-me feliz na nova fase e a cada dia com o aprendizado aumentando e o desejo de ir além da sala de aula, tudo que me fizesse aprender mais, eu buscava!

Três anos depois em 2013, receberia o diploma em colação especial adivinhem o porquê? Já na graduação tive as primeiras 4 aprovações – tendo perdido as oportunidades de assumir em uma por ainda não ter diploma, em outra formalizando pedido de final de fila, e ainda pedindo prorrogação de posse e perdendo-a futuramente. Na última delas, finalmente consegui antecipar defesa de TCC, receber o diploma e começar a atuar.

E como surgiu o interesse nos concursos públicos?

O interesse surgiu pelo desejo de ter um futuro melhor, trabalhando menos e recebendo um salário que me permitisse ter uma casa, ajudar na renda da família e principalmente, atuando com algo que me realizasse.

Cheguei a atuar no serviço público municipal na área de informática e percebi os muitos estereótipos que vinculavam o funcionário público além da estabilidade e da garantia de um emprego. Outras razões que posso mencionar são:

* Os baixos salários no serviço privado. Imaginem que chegava a fazer cálculos do tipo: se em um ano, ganhando mil por mês, receberia 12 mil. Concursado, se ganhasse 5 mil por mês, em três meses teria 15 mil. Trabalhar um ano ou o equivalente salarial em apenas 3 meses?

* A comprovação de que algumas pessoas tinham passado os mesmos quatro anos na graduação que eu e atualmente trabalhavam pouco recebendo valores inimagináveis (por mérito ou não)! Já sabia o que era trabalhar muito de segunda a sábado nas lojas de informática, nas empresas fazendo manutenção de computadores e até acreditando que a vida de bicos me era suficiente.

* Inegável afirmar também que o fato de ver sempre vagas em concursos para Biblioteconomia enquanto ainda fazia informática, também influenciaram bastante no desejo de fazer concursos.

Como você começou a se organizar para os estudos de concurso? Encontrou dificuldades?

Comecei os estudos, comparando ementas das disciplinas do Curso de Biblioteconomia da UFAM com os assuntos que eram cobrados em concursos da área. Precisava antecipar e até querer prever os conteúdos ministrados pelos professores do curso. Além disso, precisava saber se seriam ou não exigidos nas provas. Seria fundamental tentar coincidir o que bancas em seus editais, trariam nas questões de suas provas e o que me era necessário aprender!

A partir disso, passei muitas aulas da graduação fazendo mapas mentais, resumos, resenhas. Devo ter elaborado uns 200 mapas, tenho áudios de quase todas as disciplinas, todas hierarquizadas em temáticas e associadas aos conteúdos que sei serem inevitavelmente cobrados em concursos a partir do edital. Assuntos de um edital, organizava mentalmente e todos os assuntos, aulas, fontes, mapas e áudios vinham em minha mente e memória.

Passei inclusive a aprender mais sobre o funcionamento do cérebro, sobre redes neurais, aprendi algumas coisas sobre concentração e funcionamento da memória. Precisei usar processos mnemônicos, criar jogos com questões de provas, fazer quizz de questões em flash e o melhor, fazia tudo aquilo com uma vontade de um dia conseguir ser aprovado!

Confesso a vocês – que isso não saia desse site – que andava com gravador carregado ao vagar pela Universidade e até alguns diálogos de corredores com professores como Célia Simonetti Barbalho, Tatiana Brandão Fernandes e Raimundo Martins de Lima, ajudavam muito no manter ou reformular concepções sobre a área. Nessa época assisti um vídeo de outro grande referencial que impactou positivamente em minha carreira de estudante: Daniela Spudeit! Tudo que pensei que sabia sobre a Biblioteconomia foi marcado pelo antes e depois de tudo que ela já publicou! Passei a sonhar que um dia eu a conheceria e escreveríamos um artigo juntos.

Outra tarefa importante em meu aprendizado, foi mapear algumas fontes pertinentes e cobradas em concursos. Para isso, editas com bibliografia recomendada me fizeram construir uma bibliografia de biblioteconomia para concursos por temática.

Além disso, tive a necessidade de mapear bancas e com elas, questões exigidas e os assuntos, sempre relacionando-os ao método de hierarquizar por temáticas, fazendo muitas provas anteriores daquela banca!

Tinha uma bibliografia, um gravador, um local adequado de estudo e pensei…

– Preciso de uma técnica para fazer provas.

Começar com questões que sabia resolver, não perder tempo com questões que não lembrava de imediato a resposta e a resolução da prova na ordem da hierarquia dos estudos – e não na ordem com que a banca exigia.

Dificuldades? Sim! Muitas! Não era fácil ter que filtrar pessoas com os mesmos objetivos que eu: estudar! Aprender a dizer não para festas, para alguns amigos que gostavam daquela cervejinha.

Ser aprovado em um concurso e lidar com a reprovação foi muito frustrante. Não sabia como lidar com aquilo. Não sou fruto apenas do Jorge Cativo que passou em alguns concursos. Precisei aprender a lidar com a derrota e aprender que reprovar me ensinaria a ajustar algo que ainda faltava ajustar. Era um laudo vivido na pele.

Aprovação é fruto de algum tempo e trabalho como diria Willian Douglas. Muitas de suas máximas ou mantras viveram na ponta da língua por meses. Afinal, acreditava mesmo que “quem com concurseiros anda, em concurso passa!”

Outra dificuldade identificada: não adiantava quase gabaritar a prova de Biblioteconomia, conhecer a lei de lotka de Gustavo Henn com relação à Biblioteconomia errando duas, três, no máximo quatro questões e estar na média de aprovação de 80% da prova e me dar mal nas provas de Língua Portuguesa e Raciocínio Lógico.

Já fiz alguns concursos durante os últimos 4 anos. Tive 4 reprovações entre os 25 concursos prestados. Entre os motivos das 4 reprovações, mesmo acertando em uma das provas 90% de questões de conhecimentos específicos e errando apenas 2 questões de 20, adivinhem o que me prejudicou?

Fui reprovado na prova de Língua Portuguesa não tendo atingindo os 60% que a banca exigia. Aquela prova e uma única questão de Língua Portuguesa que me faltou, me fizeram perceber que não bastava ter conhecimentos apenas na prova de conhecimentos específicos. Ouvi muitas piadas por conta daquele concurso, afinal, onde estava o concurseiro que passava em todos os concursos? Eu havia aprendido duas lições.

A primeira: nunca deixaria de estudar, fazer concursos e estar renovando meu conhecimento. E para isso, a maratona de concursos é interessante em todos os aspectos. Além disso, provas são laudos que dizem qual o nível de seu aprendizado. Nunca deixem de estudar, aplicar algumas técnicas de estudo e estar sempre pelas salas fazendo provas. Já não faço provas só por querer passar (atualmente já estou empregado), mas por algo novo que aprenda, pela experiência de inúmeros detalhes que antes não percebia: desde a publicação de critérios para aprovação no edital, a banca, o seu site e prazos, a existência de provas de títulos, os critérios de eliminação, no dia das provas a postura de fiscais, da infraestrutura de salas, do comportamento nervoso de alguns candidatos, dos tipo de questões nas provas, do momento ideal para preencher o gabarito e claro, o prazer de conferir o gabarito e entrar com recursos em questões que durante a prova já sinalizava que seriam passíveis de recurso.

A segunda: eu precisava usar as mesmas técnicas da Biblio, agora com o nosso Português e por que não Raciocínio Lógico. Descobri que os anos na Ciência da Computação haviam garantido algum conhecimento sobre a informática e não teria grandes problemas de ser eliminado pelo menos. Gravador, mapas, resumos, e acreditem: passei a frequentar cursinho com o grande professor Pedrosa em Manaus. Conheci Adriana Figueiredo e sua gramática, Flavia Rita com sua didática e metodologia incríveis… Muitas manhãs com as aulas de Língua Portuguesa deles! Passei a assistir vídeos aulas e comprar gramáticas que se aproximavam de uma proposta de estudo por hierarquização das 5 partes da gramática de forma resumida, clara e objetiva. Hoje até começo uma prova sempre pelas questões de Língua Portuguesa!

A partir disso, passei a fazer muitas provas e me sentia cada vez mais preparado para repetir a chamada curva do conhecimento mencionada por Willian Douglas.

Sensacional Jorge, agora conte um pouco das suas aprovações!

Aprovações são fruto de muita dedicação e muito estudo. É preciso aprender o significado de procrastinação e evita-la ao máximo. Há 3 anos me vi no dicionário entendendo seu significado para só então colocá-la em prática. Na graduação quando passei no primeiro concurso e sabia que não poderia assumi-lo, fui estimulado a estudar ainda mais. Era desafiado ainda mais a ter meu diploma e poder um dia assumir um cargo público e atuar profissionalmente nas condições salariais que havia sonhado.

O concurso deve ser tido como uma maratona e aprovar é como pensar na reta final dela imaginando que você está bem preparado e acredita fidedignamente que tem potencial para vencer!

Consegui ser aprovado em 21 concursos, dos 25 que prestei. Já fui aprovado e já atuei nas três esferas e nas áreas de Informática e Biblioteconomia. Eis alguns:

UFAM(10)-Biblio, UFAM (1)-Biblio, TRE(1)-Biblio, INPA(2)-Biblio, SEMED(27)-Biblio, SEDUC(12)-Biblio, SEMSA(6)-Info, Manaus Energia(14)-Info, IMPLURB(2)-Biblio, HUGV-Biblio (2), IFAM(2)-Biblio, PM-IRANDUBA-Info(1), PM-IRANDUBA-Biblio(1), SEC(1)-Info.

Uma coincidência memorável nessa trajetória diz respeito ao meu atual parceiro de trabalho no INPA: o bibliotecário e poeta Inácio Oliveira Lima Neto. Vocês lembram do meu avô como uma das razões para talvez querer fazer Biblioteconomia? O destino trouxe um poeta e bibliotecário para atuar junto comigo. Querem outra coincidência? Passamos duas vezes em concursos consecutivos apenas alternando primeiro e segundo na Universidade Federal do Amazonas e no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, onde trabalhamos. Dois concursos públicos federais consecutivos. Incrível isso não é?

Pra terminar ,qual dica você daria para quem está começando a estudar ou já está nesse caminho a algum tempo?

Deixarei 8 dicas a pedido da nossa Santa Biblioteconomia:

Para quem começa os estudos:

1. Querer passar é o primeiro passo. Não deixem nenhuma oportunidades de fazer um concurso por acharem que estão em período x ou y; ou por não terem diploma; ou por não querer gastar o dinheiro do valor da inscrição. Tirar o NIS (informem-se sobre) pode ser uma boa saída para aqueles que não tem renda e podem conseguir a isenção da inscrição. Só faz concurso quem se inscreve e se prepara com antecedência.

2. Aprenda a dizer não! Será necessário! Para isso, criem filtros e percebam quem e o quê é aliado ou atrapalha na busca por sua aprovação. Identifiquem fatores que ajudam ou afastam você do seu objetivo de aprovar. Neil Gaiman explica!

3. Ter um espaço apropriado para os estudos é importante, portanto, iluminação, clima, mobiliário devem ser observados como fator de aprendizado. Conheço gente que se não tem essas condições em casa, busca bibliotecas e casa de amigos, mas sabe que aquele vizinho barulhento, a lâmpada do quarto, a cadeira da sala irão influenciar no seu aprendizado;

4. Escolham fontes indispensáveis e exigidas para cada temática dos editas. Lembrem da bibliografia, dos editais hierarquizados! Além disso, existem profissionais que possuem dicas, técnicas, assuntos e a experiência necessária para reunir e sintetizar conteúdos que realmente estão presentes em provas. Apostilas como a do aulão de Thalita Gama podem ser fundamentais;

5. Estudos em grupo com pessoas que também querem passar em concursos, podem facilitar o processo de aprendizagem; Aprendam os “mantras” de Willian Douglas!

6. Descubram métodos de aprendizado que vão além da simples busca e leitura de fontes: mapas mentais, resumos, resenhas, vídeo-aulas, áudios, aulas presenciais são formas importantes de identificarem se aprendem melhor explorando visão, audição ou ambos.

7. Provas anteriores são essenciais para a familiarização com assuntos, temáticas e a própria identificação da tipologia das questões;

8. A recompensa é e sempre será maior do que todo sacrifício que imaginarem passar. Pensem na linha de chegada da maratona e na posição que podem estar!

Para quem já está nesse caminho a algum tempo:

1 O início dos estudos não deve depender de edital aberto;

2 Técnicas de estudo, sozinhos ou em grupo e realização de provas anteriores são essenciais para melhorar seu desempenho e também conhecer as bancas;

3 Seu maior concorrente é você mesmo, por isso, nada de pensar que a culpa é do outro, ou que esse outro é seu concorrente. Assim como uma maratona, aquele que melhor preparado estiver, terá maior chances de ser um vencedor;

4 Sua colocação final no concurso deve ser um parâmetro para rever ou não suas práticas e suas técnicas de estudo;

5 Lembrem-se que a cada dia alguém começa a estudar e o tempo de estudo é fundamental para conseguir assimilar assuntos exigidos em uma prova;

6 Comecem a estudar o que menos sabem e não esqueçam que Língua Portuguesa e Raciocínio Lógico também são disciplinas importantes embora tenham peso menor;

7 A fila anda e é inevitável que sua vez chegue. Tempo e muito trabalho são necessários e quando aprovar e for convocado, tenha convicção e certeza de que ocupará um cargo púbico por méritos próprios;

8 Por fim, se a vaga não vier, aprenda que a reprovação tem que ser tida como um laudo positivo que apontará onde podemos ser melhores e não temos sido!

Por fim, lembram do sonho de conhecer e escrever um artigo com Daniela Spudeit? Esse eu já realizei! Acreditem e busquem a realização de seus sonhos! Desejo foco e muito sucesso a todos que estão na luta por um lugar ao sol. As bibliotecas precisam de inovação e renovação e uma nova geração de profissionais tem começado inúmeras mudanças necessárias, por méritos próprios, a partir das vagas nos inúmeros concursos e das vagas que continuarão existindo no serviço público.

Concursos em 2016? Já vimos que a crise não impedirá servidores de se aposentarem – mesmo que compulsoriamente, muito menos novas vagas serem criadas pelas necessidades das instituições públicas, principalmente as de ensino e pesquisa do país.

Vou me despedir agradecendo a iniciativa esse espaço da Santa Biblioteconomia pelas duas Thalitas, uma com, outra sem h. Sou um grande fã desse projeto! Espero ter ajudado alguém partilhando um pouco de minha trajetória profissional e da experiência na aprovação em alguns concursos. Fico à disposição para ajudar qualquer um dos muitos concurseiros desse Brasil que na maratona de estudos e provas, sabem bem onde querem e podem chegar!

Foco sempre!!!

Jorge Cativo

Mapas mentais que o Jorge disponibilizou para vocês: 

FGV - EDITAL

RESUMO

PROCESSO DE REFERENCIA

SR - PROCESSO DE REFERENCIAObrigada pela entrevista, foi muito generosa (:  Seguimos nos estudos!

Ranganathan não faz milagre, estudar sim!

Thalita Gama